Publicação
23 de maio de 2026
Equipe CIPO
O que é um estudo clínico e por que ele importa para você
Um guia simples e direto para entender como funcionam os ensaios clínicos, quem pode participar e como eles transformam o tratamento do câncer.
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O que é um estudo clínico
Um estudo clínico é uma pesquisa, conduzida com pessoas voluntárias, que avalia se um novo tratamento, exame ou estratégia médica é seguro e eficaz. Antes de chegar à farmácia ou ao consultório, todo medicamento moderno passou por anos — às vezes décadas — de estudos clínicos.
As fases de um estudo
- Fase I: Primeira aplicação em humanos. Avalia segurança e dose máxima tolerada em pequenos grupos.
- Fase II: Avalia eficácia preliminar e segurança em grupos maiores, geralmente com a doença de interesse.
- Fase III: Confirma eficácia e monitora efeitos adversos em grandes populações, comparando com o tratamento padrão.
- Fase IV: Após aprovação, monitora o uso na vida real.
Por que participar
Para pacientes com câncer, participar de um estudo pode significar acesso antecipado a terapias inovadoras que ainda não estão disponíveis no mercado, com acompanhamento clínico próximo e sem custos. Também é uma forma de contribuir para que outros pacientes, no futuro, tenham mais opções de tratamento.
É seguro?
Sim — desde que conduzido em um centro qualificado, com aprovação de comitês de ética independentes (CEP/CONEP) e seguindo normas internacionais de Boas Práticas Clínicas (ICH-GCP). Você assina um termo de consentimento livre e esclarecido e pode interromper sua participação a qualquer momento.
Como saber se sou elegível
Cada estudo tem critérios específicos. O caminho mais simples é conversar com seu médico assistente e entrar em contato com a equipe da CIPO — fazemos uma avaliação inicial gratuita e sem compromisso.
Reconhecimento
31 de dezembro de 2025
Equipe CIPO
Retrospectiva 2025: 200 estudos conduzidos e mais de 650 pacientes
Um ano para celebrar: chegamos à marca histórica de 200 estudos clínicos conduzidos, com 86 estudos em andamento, 30 em recrutamento e mais de 650 pacientes que já participaram de pesquisas no CIPO.
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2025 foi um ano de marcos importantes para o CIPO. Encerramos o ano com números que nos enchem de orgulho e responsabilidade.
Os números do ano
- 200 estudos clínicos conduzidos ao longo da nossa história
- 86 estudos em condução atualmente
- 30 estudos em recrutamento ativo
- 96 novos pacientes incluídos em estudos clínicos só em 2025
- +650 pacientes que já participaram de pesquisas no CIPO
Reconhecimentos do ano
Em 2025 fomos reconhecidos em alguns dos cenários mais importantes da pesquisa clínica internacional:
- New England Journal of Medicine — publicação do estudo KEYNOTE-689 com participação do CIPO
- ASCO 2025 + The Lancet Oncology — KEYNOTE-412 (fomos o 2º centro do mundo a incluir pacientes!)
- Partners in Care — reconhecimento pela parceria com a AstraZeneca
- Centro Global Program — seleção pela IQVIA Partnership
O que vem por aí
2026 começa com a confiança de que pesquisa clínica de excelência se constrói com método, propósito e parceria — e gratidão profunda a nossa equipe, aos pacientes voluntários, aos patrocinadores e a toda a rede do GHC.
Publicação
23 de junho de 2025
Equipe CIPO
CIPO na publicação do New England Journal of Medicine — KEYNOTE-689
Estudo internacional de pembrolizumabe em carcinoma escamoso de cabeça e pescoço localmente avançado, publicado na NEJM, conta com a participação ativa do CIPO no recrutamento e análise.
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O CIPO está presente no número atual do
The New England Journal of Medicine com o artigo original do estudo KEYNOTE-689 (MK689).
Sobre o estudo
A adição de pembrolizumabe ao tratamento padrão (cirurgia + rádio/quimioterapia) no carcinoma escamoso de cabeça e pescoço localmente avançado mostrou ganhos clínicos relevantes:
- Mediana de DMFS (disease-free metastasis-free survival): 51,8 meses com pembrolizumabe vs 35,7 meses no padrão (HR 0,71)
- Menor incidência de novos tumores: 2,5% vs 5,1%
- Controle locorregional semelhante entre os grupos
- Perfil de segurança aceitável
Esses dados reforçam o papel da imunoterapia no cenário perioperatório de tumores ressecáveis.
Participação do CIPO
O CIPO participou da pesquisa com alto recrutamento de pacientes brasileiros e tem orgulho de oferecer acesso a esses avanços terapêuticos aos pacientes da nossa região, em parceria com o Hospital Nossa Senhora da Conceição (GHC).
Publicação
06 de junho de 2025
Equipe CIPO
ASCO 2025: CIPO é o 2º centro do mundo no KEYNOTE-412 — publicado no Lancet Oncology
Resultados de longo prazo do KEYNOTE-412 com pembrolizumabe + quimiorradioterapia em câncer de cabeça e pescoço localmente avançado foram apresentados no ASCO 2025 e publicados no The Lancet Oncology, com a CIPO entre os autores.
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Foram apresentados no
ASCO 2025 Annual Meeting os resultados de longo prazo do estudo KEYNOTE-412, e o CIPO participou da publicação correspondente no
The Lancet Oncology.
Sobre o estudo
O KEYNOTE-412 avalia pembrolizumabe em combinação com quimiorradioterapia concomitante (CRT) versus placebo + CRT em pacientes com carcinoma escamoso de cabeça e pescoço localmente avançado, não-ressecado (LA HNSCC).
Com mais de 2 anos de acompanhamento adicional, os resultados mostraram:
- Benefício clinicamente relevante em EFS (sobrevida livre de eventos) com pembrolizumabe + CRT
- Sem novos sinais de segurança em pacientes com HNSCC localmente avançado
- Resultados reforçam o papel da imunoterapia adicionada à quimiorradioterapia neste cenário
A posição do CIPO no estudo
O CIPO participou da publicação no The Lancet Oncology devido ao significativo recrutamento de pacientes, sendo o
segundo centro do mundo a incluir pacientes neste estudo internacional.
Estar entre essas instituições, e como segundo maior recrutador mundial, é resultado do trabalho contínuo da equipe e da estrutura única que temos no GHC.
Científico
08 de maio de 2025
Equipe CIPO
Imunoterapia em oncologia: onde estamos em 2025
Panorama atualizado sobre o estado da arte da imunoterapia no tratamento do câncer e o papel dos estudos clínicos na próxima década.
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A imunoterapia revolucionou a oncologia nos últimos dez anos. O que começou com inibidores de checkpoint em melanoma e pulmão, hoje se expandiu para dezenas de indicações. Mas onde realmente estamos em 2025 — e o que vem pela frente?
O cenário atual
Hoje temos aprovações regulatórias de imunoterapia para mais de 20 tipos diferentes de câncer. Os inibidores de PD-1/PD-L1 e CTLA-4 são os mais consolidados, mas a frente de pesquisa avança em várias direções simultaneamente.
As fronteiras da pesquisa
- Bispecíficos e trispecíficos: anticorpos que engajam múltiplos alvos imunológicos ao mesmo tempo.
- Terapias celulares (CAR-T, TIL): expansão para tumores sólidos, ainda com desafios significativos.
- Combinações racionais: imunoterapia + terapia-alvo + quimioterapia em esquemas otimizados.
- Vacinas neoantigênicas personalizadas: baseadas no perfil molecular específico do tumor de cada paciente.
O que isso significa para os estudos clínicos
A complexidade crescente dos protocolos exige centros maduros, com integração assistencial completa, equipe especializada em manejo de eventos adversos imuno-relacionados e infraestrutura para coleta de amostras translacionais. É exatamente esse o perfil que o CIPO construiu ao longo de mais de uma década.
E para os pacientes?
A boa notícia é que cada nova classe terapêutica que entra em estudo clínico significa, na prática, mais uma chance — ainda que ainda não aprovada — para pacientes que esgotaram as opções convencionais. Por isso a pesquisa clínica é, antes de tudo, uma porta a mais.
Para sponsors
02 de abril de 2025
Equipe CIPO
Feasibility: como decidimos aceitar um estudo clínico
Bastidor da operação CIPO — os critérios técnicos, regulatórios e operacionais que avaliamos ao receber uma proposta de novo protocolo.
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Sponsors e CROs costumam nos perguntar como decidimos aceitar um novo estudo. A resposta envolve um processo estruturado de feasibility que combina análise clínica, operacional e regulatória.
Etapa 1 — Análise de adequação clínica
A primeira pergunta é simples: o protocolo se encaixa no nosso perfil de pacientes? Avaliamos:
- População-alvo vs. perfil atendido pelo HNSC e pela rede GHC
- Critérios de elegibilidade e exclusão
- Volume potencial de recrutamento no nosso pool ativo
Etapa 2 — Capacidade operacional
Em seguida, validamos se temos:
- Equipe disponível para o tempo estimado de execução
- Infraestrutura compatível (frequência de visitas, exames especiais, IP storage)
- Não-sobreposição crítica com estudos já em andamento
Etapa 3 — Regulatório e contratual
Por fim, revisamos:
- Pendências regulatórias do sponsor/CRO no Brasil
- Cláusulas contratuais (orçamento, indenidade, propriedade intelectual)
- Timeline regulatória prevista (CEP, CONEP, ANVISA)
Etapa 4 — Decisão
Se todas as etapas passam, emitimos site feasibility com taxa de recrutamento estimada e cronograma operacional. Tudo isso em até 5 dias úteis após o recebimento do protocolo completo.
Por trás dessa estrutura está nossa filosofia: só aceitamos o que conseguimos entregar com excelência. É isso que sustenta nosso histórico de mais de 130 estudos conduzidos e nossa posição entre os centros mais procurados do país.